quinta-feira, 2 de junho de 2011

Família e Leitura na escola


Mediador de Leitura

Autora Sueli Bortolin

Esse tema tem me acompanhado por muitos anos... Ou será que sou eu que o persigo há vários anos? Esse interesse pode ser explicado pela preocupação que tenho em destacar a importância desse personagem (mediador) nada vida de cada leitor. Eu defino mediador como aquele indivíduo que aproxima o leitor do texto. Em outras palavras, o mediador é o facilitador desta relação. E como intermediário de leitura, o mediador encontra-se em uma situação privilegiada, pois tem nas mãos a possibilidade de levar o leitor a infinitas descobertas.



Mas, quem pode mediar leitura? Afirmo com convicção que: os familiares, os professores, os bibliotecários, os escritores, os editores, os críticos literários, os jornalistas, os livreiros, os tradutores, os webdesigners, e até os amigos que nos emprestam um livro ou indicam um CD-ROM e uma página literária na Internet. Porém, os mediadores que mais se destacam são os familiares, os professores e os bibliotecários; e estes precisam estar conscientes da responsabilidade que têm.
Os familiares deveriam ser os primeiros mediadores de leitura, pois são os primeiros elos da criança com o mundo; entretanto os pais e demais membros da família, em geral, não têm a dimensão da influência que podem exercer sobre as crianças, no sentido de motivá-las à leitura. Assim, aos pais, em especial, cabe a tarefa de aproximar a criança do texto, pois o gosto pela leitura “[...] deve ser adquirido no período em que se está ainda no processo de aquisição da linguagem oral [...]”(POSTMAN, 1999, p.90). Ou seja, no período em que as crianças estão mais flexíveis, inquietas, curiosas e desejosas de aprender o novo; portanto, desprendidas de conceitos e preconceitos, interessando-se em explorar tudo que está ao seu redor. Este é um período em que se deve aproveitar para estreitar a convivência com o texto literário; porém, infelizmente, nem sempre as condições econômicas do brasileiro permitem a ele a inclusão do livro, de um CD-ROM ou da Internet no orçamento familiar, resultando que a maioria passa toda uma vida, sem nunca ter comprado sequer um jornal.
Desta forma, se a família não tem condições (econômicas e culturais) de cumprir a tarefa de mediadora da leitura, as escolas, de maneira precária ou de forma enriquecida, tentam fazer esta mediação.
Assim, o professor é encarregado compulsoriamente de aproximar o educando da leitura; porém, é fundamental que ele faça esta mediação, mostrando o texto como algo prazeroso e não como instrumento de avaliação e tarefa. Além disto, se o professor não for [...] “crítico, sensível, consciente e um bom leitor, jamais poderá passar o prazer do texto, literário ou não literário” (JOSÉ, 1992, p.203). É preciso ler com gosto, porém, o que acontece quotidianamente é que, muitas vezes, o professor não tem tempo para refletir que o seu papel “[...] na intermediação do objeto lido com o leitor é cada vez mais repensado: se, da postura professoral lendo ‘para’ e/ou ‘pelo’ educando, ele passar a ler ‘com’, certamente ocorrerá o intercâmbio das leituras, favorecendo a ambos, trazendo novos elementos para um e outro” (MARTINS, 1983, p.33).
E assim o leitor, além de se cumpliciar com o autor e os personagens, tem no professor também um cúmplice; isto é, se o professor estiver disposto a compartilhar com ele a leitura/as leituras.
Da mesma forma, esperamos que isto também ocorra com o bibliotecário. Vou colocar nesta conversa a “voz” da minha querida amiga Maria Helena T. C. de Barros, ex-orientadora do mestrado (ex? será que existe ex-orientadora?). Para ela “[...] mediar leitura, na biblioteca, significa fazer fluir material de leitura até o leitor, eficiente e eficazmente, formando e preservando leitores. Significa uma postura ativa, de acordo com uma biblioteca moderna e aberta”.
Tamanha responsabilidade deve ser interpretada pelos mediadores como um desafio constante, pois o papel que eles desempenham na motivação de leitura pode interferir com maior ou menor profundidade na formação dos leitores de uma coletividade. Portanto, os mediadores interessados em uma mediação eficiente, devem ser empáticos; para que posicionados no lugar do outro (leitor), possam percebê-lo com maior nitidez.
E para terminar nossa conversa de maneira apetitosa, resgato a alegoria que Paulo Freire faz a respeito da leitura e que serve como reflexão aos mediadores:
Ler é como chegar a uma horta e saber o que é cada planta e para que ela serve. Quem não sabe nada de “ler horta”, entra dentro dela e só vê um punhado de plantas de mato. Um monte de plantas diferentes, mas parecendo que é tudo igual. Quem não aprender a “ler” a horta, a conhecer os seus segredos, não sabe o que é cada uma, como é que se prepara cada uma, com o que é que se come (BRANDÃO, 2005, p. 49).

 Sueli Bortolin
Doutora e Mestre em Ciência da Informação pela UNESP/ Marília. Professora do Departamento de Ciências da Informação do CECA/UEL - Ex-Presidente e Ex-Secretária da ONG Mundoquelê.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Poesia no blog

SABE QUEM?

Amanheceu
o sol brilhou
e na sombra de seus raios
eu vi os olhos de alguém
sabe quem? Não sei
Então cantei, falei
cantava para não gritar
eu queria esquecer
Mas como?
Não posso?
Não devo?
Não consigo!
Anoiteceu
A lua apareceu
e do lado esquerdo
eu vi uma bando de estrelas
uma delas tinha o brilho mais forte
e nesse brilho eu vi
os olhos de alguém
de alguém que amo
Sabe quem?
VOCÊ


Autora: Alessandra Ribas

terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma cartomante no Blog

video

Este vídeo retrata um pouco do que significa a cidade de Cruz Alta, a letra e a melodia nos proporcionam o sentimento tradicionalista do compositor. Nas fotos o retrato da paisagem que a cidade nos remete a história da formação do Rio Grande do Sul e como a ação da modernidade modifica a paisagem, sem perder a essência.

Graciela, Cátia, Ana Amélia e Alessandra

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Som e imagem


"A infância é a melhor fase da vida, temos muitas dúvidas e curiosidades, mas ainda não temos medo de perguntar."

terça-feira, 10 de maio de 2011

"Brincando com as palavras"

     Segundo a autora Kelly de Souza os pais precisam resgatar as brincadeiras poéticas perdidas na memória, precisam ler mais com os filhos, brincar com a linguagem, deixar-se contaminar pela poesia, não procurar interpretá-la e nem tirar lição de moral.
     Acreditamos que o mesmo deve acontecer na escola, poderíamos começar com atividades que tragam mais os pais a escola, para que possam lembrar o quanto é importante estarem perto de seus filhos, e que possam ajudá-los e também serem ajudados pelos filhos. A escola não é apenas o lugar onde os alunos recebem o conhecimento para a vida , é o lugar que já foi dos pais aprenderem. Vamos trazê-los de volta a essa maravilhosa instituição para que aja esse resgate familiar.
     Tendo como experiência o Programa Primeira Infância Melhor, onde o trabalho é feito diretamente com os pais procurando resgatar as brincadeiras culturais objetivando o desenvolvimento da criança a partir da cultura familiar. É um trabalho lento , mas que gera resultados positivos , pois brincar ludicamente faz parte do universo das crianças.
     As escolas devem realizar projetos que visem a participação da família no resgate de cantigas de roda , brincadeiras , versos , poesias , trava línguas , poderiam ser horas de contos, recreio orientado ou sacolas com materiais para as mães trabalharem em casa facilitando o envolvimento da família. Até mesmo porque não podemos cobrar algo que não é disponibilizado.
     A poesia é uma das melhores formas de fazer esse resgate, pois coloca as crianças em processo de interação com o texto, cada um aluno aciona esquemas próprios para processar o texto a fim de atingir os diversos objetivos da poesia.

Cabe ao professor valorizar as habilidades da criança. A poesia poderá fazer parte dos conteúdos desenvolvidos em sala de aula com alunos e com a família de diversas maneiras.

Ao brincar com as palavras, a criança se relaciona com o mundo da poesia de forma espontânea e divertida com significados variados.
Alessandra, Ana Amélia, Cátia e Graciela


segunda-feira, 9 de maio de 2011

A lomba do cemitério

Certa vez um professor universitário ao pedir referência para seus alunos sobre um hotel bom para se hospedar obteve a seguinte sugestão: - Professor na Rua Voluntários há um bom hotel, porém, tome cuidado com a "lomba do cemitério". O professor ficou impressionado mas não quis "dar o braço a torcer". Ao sair da universidade, tarde da noite dirigiu-se ao endereço referido e nervoso de medo não tomou os devidos cuidados com a sinalização de trânsito, passou "lotado" por uma "lomba". Depois do solavanco é que "morrendo de rir de si mesmo" percebeu que a lomba do cemitério era um quebra - molas próximo a entrada do cemitério.
Graciela Salgado e Cátia Agert

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Diferentes significados e sentidos das palavras









     Enquanto a mãe preparava o almoço a filha de 5 anos observava atentamente o que a mãe fazia. Em um determinado momento:
Mãe: Filha, me alcança o pé de alface pra eu fazer a salada.
(A filha olha por alguns instantes para o pé de alface, como quem procura algo.)
Filha: Mãe não tem nenhum pé aqui na alface.
A mãe ri e explica para a filha os diferentes sentidos da palavra.
Autoras: Ana Amélia e Alessandra

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Unidade 2 - Música do Blog


Epitáfio

Titãs

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
Até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...



COMENTÁRIO DO GRUPO
Esta música foi escolhida pelo grupo por acreditarmos que, se a maioria das pessoas ao ler a letra e assistir o vídeo refletissem sobrea a vida, que ela não é tão complicada como imaginamos ser, e assim pudessem perceber que as coisas simples do dia-a-dia são as mais importantes, e às vezes nos damos conta quando não há mais tempo, então vemos que poderíamos ter feito diferente.
O autor tenta convencer o leitor a aproveitar todos os instantes, buscando a felicidade nos pequenos detalhes da vida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011


O amor que devemos nutrir pela educação é o mesmo dos pais por um filho, porque todo pai toda mãe quer aconchegar seu filho nos braços, acariaciá-lo, faze-lo crescer forte, feliz com inteligencia. Assim, todo professor deveria ver a educação, como um filho seu. Consequentemente terá educandos felizes, demonstrando aprendizagem.